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Arquivos mensais: janeiro, 2011

Selic deve subir em 2011 para 11,25%


Com a atenção dividida entre administrar a crise de PT e PMDB por cargos no governo e a alta dos preços, a presidente Dilma Rousseff terá pouca munição para reagir a uma alta da taxa de juros este mês.

Considerado o melhor instrumento para conter a escalada da inflação, o BC trabalha com uma alta da Selic de 0,5 ponto porcentual, na reunião do Copom na próxima semana. A nova administração não se afastou da hipótese de trabalho de que, com uma alta de dois pontos porcentuais será possível trazer a inflação para a meta de 4,5% ainda este ano.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a exemplo do ex-presidente Henrique Meirelles, não se omitiu e já na primeira entrevista coletiva mandou um recado, seja para o público interno ou externo: não há espaço para teses como a de que é possível se conviver com um pouquinho mais de inflação. Mais

Especialistas esperam aumento na Selic


A taxa básica de juros (Selic) deve aumentar dos atuais 10,75% para 11,25% ao ano, na reunião que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará nos próximos dias 18 e 19 (terça e quarta-feira da semana que vem).

Essa é a expectativa média dos consultores financeiros da iniciativa privada ouvidos pelo Banco Central para a pesquisa que origina o boletim Focus, divulgado às segundas-feiras.

O boletim divulgado hoje refere-se à pesquisa do último dia 7, na qual os analistas mantiveram a estimativa de que a taxa Selic terminará 2011 em torno dos 12,25% ao ano, com possibilidade de retornar aos 10,75% ano ano no final de 2012. Mais

Juros futuros fecham em alta, esperando alta da Selic


Os principais contratos de juros futuros fecharam esta segunda-feira (10) em alta no mercado futuro da BM&F, após novos dados de inflação e diante das perspectivas de aumento da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), agendada para a próxima semana.

Segundo a edição mais recente do relatório Focus, divulgada pelo Banco Central nesta manhã, a expectativa é que a próxima reunião do Copom, que acontece na próxima semana, decida por um aumento de 0,50 ponto percentual da taxa Selic, que iria para 11,25% ao ano.

Ademais, os economistas esperam outros aumentos ao longo do ano, com projeção de que no fim de 2011, a taxa seja de 12,25% ao ano. Mais

Selic não deve ser motivo de alarde


O ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles afirmou, nesta segunda-feira, que as decisões do Conselho Monetário Nacional (Copom) de elevar a taxa básica de juros, a Selic, não devem ser vistas pela sociedade com alarde. Meirelles discursou por cerca de 20min durante cerimônia de transmissão de cargo para Alexandre Tombini, que agora assume a frente da autoridade monetária.

“A necessidade de subir juros é tarefa do Banco Central e não deve ser vista com alarde ou como um sinal de que algo está errado. Juros sobem e descem segundo o ciclo monetário”, afirmou.

Meirelles disse acreditar que a taxa básica de juros brasileira, criticada por ser uma das mais altas do mundo, pode ser reduzida nos próximos anos e lembrou que a Selic, que hoje está em 10,75% ao ano, já atingiu patamares maiores. “Nada indica que as taxas de juros não podem convergir para padrões internacionais nos próximos anos”, afirmou. Mais

Inflação e Selic permanecerão estáveis


O mercado elevou a previsão para a inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), neste ano para 5,32%, um pouco acima da estimativa anterior (5,31%), segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central.

De acordo com o professor de economia da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) Evaldo Alves a alta da projeção de inflação foi motivada pelo aumento dos preços dos alimentos e também pela aceleração do déficit público.”

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A pesar do compromisso da Dilma, a Selic irá aumentar necessariamente


Segundo ex-integrantes do Copom ouvidos pelo blog, tudo indica que haverá um aumento da Selic no próximo dia 19, data da primeira reunião do comitê no governo Dilma Rousseff, e tendo Alexandre Tombini no comando do Banco Central.

“A manutenção da Selic significaria o abandono da política de metas de inflação pelo BC”, disse um ex-diretor do Copom após a cerimônia de transmissão do cargo do ex-presidente Henrique Meirelles para Tombini, nesta segunda-feira, em Brasília.

A percepção do mercado sobre a necessidade do aumento da Selic – também sinalizada na última ata do Copom — destoa do desejo de parte do governo Dilma, que tem indicado que uma demonstração de disciplina fiscal, através de cortes no orçamento, poderia evitar o aumento da Selic. Mais

E bom que o setor privado ajude o BNDES


O novo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, defendeu que o setor privado ajude o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no financiamento de longo prazo no país.

No discurso de posse, Pimentel destacou o papel do BNDES no desenvolvimento. Mais tarde, em entrevista coletiva, ele disse que o banco tem sido “um instrumento decisivo como o principal instrumento de alavancagem” dos investimentos.

O último pacote econonômico do governo Lula foi de estímulo ao financiamento de longo prazo pelo setor privado. As medidas foram anunciadas em 15 de dezembro do ano passado.

O novo ministro do Desenvolvimento também afirmou que o governo vai criar o BNDES-Exim ainda no primeiro semestre desse ano.

O eximbank, como será o BNDES-Exim, é um banco voltado para o financiamento de exportações e a produção voltada para o comércio exterior.

Segundo Pimentel, foi abandonada a ideia de criar uma grande estatal de seguro. Sem essa estatal, o governo está livre para criar um fundo garantidor do eximbank com regras mais simples. O novo ministro disse que o fundo garantidor terá recursos próprios e deve ser operado também pelo BNDES.

“A ideia [de criar o BNDES-Exim] não está abandonada. Ficou parada no período eleitoral. Mas no primeiro semestre desse ano vai estar operando a pleno vapor”, disse Pimentel

Fonte: O Documento

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