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A Política Fiscal no controle da inflação e defendida pela FIRJAN

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) voltou a defender uma mudança no rumo da política econômica para garantir a continuidade do processo de desenvolvimento do país.juros (1)

Essa mudança, para a entidade, envolve o reforço do papel da política fiscal no controle da inflação.

Para o chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, o economista Guilherme Mercês, "isso implicaria em redução dos gastos correntes e contribuiria para a redução da parcela da demanda doméstica que cabe ao governo".

Ele avaliou que, ao mesmo tempo, possibilitaria uma "desejada e necessária" ampliação dos investimentos públicos. A medida permitiria, ainda, que o Banco Central refreasse a trajetória de aumento dos juros. "A tarefa não recairia exclusivamente sobre o Banco Central [de controlar os juros para conter a pressão inflacionária]", observou.

O economista disse também que o aumento da taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual, já era esperado pelo mercado. "E, novamente, o país caminha para apresentar níveis de juros entre os mais altos do planeta", criticou.

A conseqüência, segundo Guilherme Mercês, são prejuízos ao setor privado nacional. A alta, opinou, penaliza de forma especial os investimentos do setor produtivo, "que têm sido a variável chave no crescimento econômico que a gente viu nos números do Produto Interno Bruto [PIB, que chegou a crescer 9% no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses de 2009, percentual divulgado ontem, 8]".

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