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Advertem risco de uma bolha financeira no Brasil

Os analistas olham hoje o Brasil, com certa reserva. Acham que no mercado esta se formando uma bolha financeira. Preocupa o barulho eleitoral e o inicio do ciclo de aumento de taxas.

As ações de Brasil, tem lhe dado muitas alegrias aos investidores que se animaram em apostar pelo pais entre 2008 e 2009. No entanto, este ano a euforia se esta transformando em tensão. De fato, nas ultimas semanas os principais bancos de investimentos de Wall Street tem dado a conhecer informes nos que advertem que o bom momento dos papeis brasileiros poderia ter ficado para trás.

Algumas entidades como a UBS, asseguraram incluso que no mercado de bolsa do Brasil, estaria se formando uma “bolha de preços” e que uma correção poderia estar bem perto.

De fato, as eleições presidenciais de outubro e o aumento das taxas de juros previsto para este ano são os fatores que geram mais nervosismo entre os investidores.

“A bolsa do Brasil, esta formando uma bolha e poderia sofrer uma correção no ano próximo, conforme escalem as valorações” asseverou Gerard Cremoux, codiretor da banca de investimentos latino americana na UBS. Nos últimos 12 meses, o Bovespa avançou 99,4% em dólares, e foi um dos 15 índices de melhor performance de todo o mundo, e o de mais crescimento da América Latina. No entanto, desde janeiro até agora o índice acumula uma baixa de 3% alimentada pelas duvidas que tem começado a aparecer entre os investidores sobre a economia brasileira.

De fato, o Bovespa chegou a cair 11% desde seu máximo de 19 meses, do 6 de janeiro até o 5 de fevereiro, pelos temores em torno a situação da China e os crescentes problemas na zona do euro. Desde então, o índice se recuperou, reduzindo os números vermelhos, empurrada pelo avance no plano de resgate a Grécia.

Para o analista da Morgan Stanley para Brasil, Marcelo Carvalho, porem que o crescimento do Brasil seja “robusto” este ano, e possível que em 2011 desacelere. “A economia brasileira vai entrar em 2011 com menos força que em 2010, por dois motivos: primeiro, porque o crescimento tende a se estabilizar depois de um rebote forte após uma recessão. Segundo e mais importante, porque se aguarda que o governo comece a subir as taxas de juros a partir do mês que vem, o que vai diminuir o ritmo de crescimento da economia” destacou.

Na atualidade a taxa Selic, se encontra no seu mínimo histórico de 8,75%. Na ultima reunião do Copom, se decidiu manter os juros estáveis. No entanto, os analistas estimam que as taxas começaram a subir em abril, devido a que a entidade monetária visa conter a inflação ajustando o preço do dinheiro. Hoje se espera que o aumento de preços seja do 5% até final do ano, por cima da meta estabelecida. Mas as projeções sobre que tão longe vai chegar o enrijecimento monetário discrepam bastante, desde um prognóstico de 11% da Morgan Stanley, até 12,25% do HSBC.

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