Publicidad

Analisando a Taxa Referencial Selic de um dígito em 2009

O Brasil viveu um momento histórico no mercado financeiro em 2009, principalmente no que diz respeito à taxa de juros. A taxa básica de juros que baliza a economia e o crédito no país, a SELIC, apresentou reduções significativas ao longo do tempo.

istockphoto_3584033-balancing-the-accounts

Analisando a evolução histórica dessas taxas no período entre janeiro de 2002 a agosto de 2009, é possível verificar alguns pontos interessantes.

A maior taxa já registrada no período ocorreu nos meses de abril e maio de 2003 onde a SELIC alcançou 26,32% ao ano.

Na verdade, o Brasil sempre registrou a maior taxa de juros praticada no mundo e atualmente vem disputando essa posição com a Turquia. Quando os juros são altos no país, os setores produtivos que necessitam de crédito para produzirem e se desenvolverem também são afetados pois o custo de capital para essas empresas se tornam elevados. Normalmente, esses custos são repassados aos consumidores além de ameaçar o emprego e a renda dos trabalhadores.

No entanto, de janeiro de 2006 para cá, essa taxa vem caindo consideravelmente e de forma constante. Em janeiro de 2006, ela estava em 17,98% ao ano e foi reduzindo até junho de 2008, fechando em 11,64%. A crise financeira mundial fez com que ela subisse nos nove meses seguintes devido à escassez de crédito causado pela crise, mas em abril deste ano a SELIC ficou inferior aos 11,64 % observados em junho do ano passado.

Se for analisado todo o período entre 2002 a julho de 2009, é possível concluir que a taxa SELIC sofreu uma redução de 51,91%. Isso é ótimo.

O porquê do “momento histórico” ?

Mas, afinal, porque o país viveu em 2009 um momento histórico ? A resposta encontra-se na taxa de juros verificados em julho e agosto de 2009. Pela primeira vez na história brasileira, a taxa básica de juros da economia ficou abaixo dos dois dígitos, fechando em 9,16% ao ano para julho e agosto deste ano. Isso é um registro histórico para o Brasil.

No entanto, esse número não é o desejável ainda, uma vez que outros países possuem taxas de juros bem menores. Na Alemanha, ela está em torno de 1,5% ao ano, nos EUA essa taxa é de 0,25% ao ano (em abril de 2009). Quando analisado essa taxa no Japão, ela é uma das menores do mundo. Em junho deste ano, ela estava em 0,1% ao ano. O Brasil ainda possui um caminho a percorrer, mas algo indica que ele caminha para o rumo certo.

Essa redução traz diversas vantagens. Vamos citar algumas.

Em primeiro lugar porque torna o custo do capital mais barato e promove o crescimento de outros setores da economia que necessitam de crédito para expandirem seus negócios, promovendo a criação de emprego e renda. Depois, com o crescimento desses setores, o país como um todo cresce. Quando as empresas crescem e se desenvolvem, o país também cresce. Essa valorização, muitas vezes, é refletida na bolsa de valores.

Outro ponto a citar é a influência dessa redução para o consumidor final. O dinheiro ficou mais barato tanto para as empresas, que se utilizam desse capital para aumentarem sua produção, quanto para as pessoas que podem recorrer ao crédito mais barato com o objetivo de consumo final.

Publicidad
Comments are closed.