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Após baixa, Bovespa oferece risco e pechinchas

As perdas de 10,08% acumuladas neste ano pelo Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, trazem um dilema para o investidor: pechinchas versus riscos. emprestimos-bancarios-fuja-dos-juros-altos-38-34-thumb-570

Na avaliação do Credit Suisse, a Bolsa brasileira está barata e atrativa. Principalmente as ações de setores cíclicos -aqueles que acompanham de perto o desempenho da economia.

Segundo analistas do banco, a relação entre os preços dos papéis e a expectativa de lucro das empresas brasileiras está no menor nível desde março de 2009. O Credit Suisse calcula que o múltiplo P/L (preço sobre lucro) projetado para 2010 está em 10,6 vezes; o de 2011, em 9 vezes.

Entre os múltiplos projetados em 2010 pelo banco para os 22 países que constituem o índice MSCI Emerging Markets, o Brasil tem o oitavo menor, à frente de China (12 vezes) e Índia (15,7 vezes).

Na Bovespa, o economista Hersz Ferman, da Yield Capital, diz que a construção civil está com múltiplos baixos. Ele lembra que, além de se beneficiar diretamente do avanço do país, o setor conta com estímulos do governo.

Segundo o economista, ações de construtoras têm volatilidade maior por causa das altas metas operacionais (vendas e lançamentos).

"Elas trabalham com fluxo de caixa negativo. Os recursos demoram a entrar. Se falta crédito, podem quebrar."

A gestora Daniella Marques, da Oren, também vê boas perspectivas para o setor diante da projeção de um ano recorde de vendas.

Segundo ela, ações de construtoras sofreram no início do ano devido à expectativa -confirmada- de elevação da taxa básica de juros (Selic). No entanto, Daniella lembra que financiamentos imobiliários são corrigidos pela TR (Taxa Referencial).

A gestora também chama a atenção para o papel da Vale, que, segundo ela, está com múltiplo P/L projetado para 2010 em 7 vezes, abaixo da média histórica.

Depois de ter reajustado em 100% o preço do minério de ferro vendido no segundo trimestre, a mineradora deve promover nova alta de 35% no próximo trimestre.

Fonte: BM&F

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