Publicidad

Bolsa do Brasil cai por China e temor no aperto de cinto da Selic, real avança.

A bolsa do Brasil, caiu levemente afetada pela desaceleração forçada na China e temor sobre o “aperto de cinto” que se prevê pelo aumento da taxa referencial de juros Selic, prognosticado para fins do presente mês, entanto que a moeda local se fortaleceu perante o dólar novamente.

O índice referencial da Bolsa de Valores de São Paulo, o Bovespa, cedeu um 0,14% chegando aos 69.884,61 pontos, perdendo parte dos ganhos de 0,58% colhidos no dia anterior.

“O medo ao aumento da taxa de juros na China e no Brasil, fez com que o investidor tirasse o pé do acelerador e tomasse os ganhos” falou o especialista em Bolsa André Querne.

Querne adicionou que a pequena queda do indicador, após alcançar sua máxima em oito semanas, demonstra que no médio prazo, a perspectiva do investidor para a bolsa paulista continua positiva.

Profissionais do mercado sinalaram que na bolsa paulista repercutiram apreensões no que diz respeito a China e as da própria economia interna.

O gigante asiático anunciou que sua inflação ao consumidor alcançou em fevereiro seu máximo nível em 16 meses, com o que se redobraram as apostas sobre o enrijecimento monetário a traves da elevação da taxa de juros e dos requerimentos das reservas dos bancos, o que no Brasil se chama “compulsório”.

No nível local, dados oficiais mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) subiu um 2% no quarto trimestre de 2009 perante o terceiro trimestre, entanto que as vendas do varejo cresceram um 2,7% em janeiro perante dezembro, o que intensificou apostas num aumento da taxa de juros referencial, Selic, nos próximos dias.

Na praça paulista, as ações da gigante mineira Vale, perderam um 0,81% chegando a cotar a 46,88 reais, entanto que as da petroleira estatal Petrobrás ganharam um 0,14% chegando a 37,05 reais.

Entre os papeis que mais subiram, se destacam os da petroleira OGX, pulando um 4,64%.

Entre os bancos, as pegas de ganhos do pregão foram protagonizadas pelo setor siderúrgico, como os da Gerdau, cujos títulos perderam um 0,83%.

O real, entanto, se fortaleceu um 0,11% e por terceira sessão consecutiva, em linha com o mercado internacional em um pregão de pouca volatilidade cambiaria.

O real encerrou cotizando a 1,768/1,770, unidades por dólar no mercado interbancário, deixando más amplo o fortalecimento de 0,51% do dia anterior.

“O mercado esteve lateral, não teve fluxo e a volatilidade foi mínima”, disse Carlos Allievi Jr., gestor de Infinity Asset

O dólar, no entanto, se enfraquecia perante um cesto de moedas de referencia um 0,21% no presente pregão.

Publicidad