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Brasil descarta pressões inflacionarias.

O Ministro de Planejamento, Paulo Bernardo Silva, descartou na quinta-feira que Brasil enfrente pressões inflacionarias que o obriguem a subir as taxas de juros.

Neste sentido o ministro considerou adequada a decisão do comitê de política monetária do Banco Central do Brasil (Copom) em manter inalterada a taxa referencial de juros Selic, em 8,75% um valor de mínimo histórico que já tem um bom tempo inalterado.

O comitê após dois dias de deliberação, tomou a decisão na quarta-feira e so anunciou a mesma logo após que os mercados locais fecharam, para evitar especulações imprudentes.

“Em janeiro e fevereiro houve uma ameaça inflacionaria estacional provocada pelas chuvas que afetaram a produção de alimentos, mas em março teremos um índice mais comportado, o mesmo que para abril, assim que não há pressão para aumentar os juros” foi o que asseverou o ministro num programa radial.

A inflação de janeiro foi de 0,75% e em fevereiro alcançou 0,78%. Em ambos casos, o acumulado dos últimos 12 meses superou levemente a meta imposta pelo governo de 4,5% para 2010.

Segundo o ministro, a decisão de manter a taxa Selic, “deixou claro que nem o Banco Central, nem o Governo se deixam pressionar” falando nos analistas econômicos que tinham pressagiado um aumento da mencionada taxa.

E não só os analistas, muitos bancos seguindo a aposta que a Selic ia subir, especularam na Bolsa, mas sem sorte, porque pelo menos até abril, nada mudou.

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