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Brasil, política de taxas e o papel do Fundo Monetário.

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A maior economia de América do Sul, começa a enrijecer o crédito. Alguns, como Dominique Strauss-Kahn –de repente ortodoxo-, já falam de “bolha” neste país, em Indonésia, Malásia, e outros países emergentes. Mas não parece ser essa a idéia do governo.

Na verdade, o Banco Central do Brasil (BCB) vai retirar de circulação 71.000 milhões de reais (39.500 milhões de dólares) no período que vai de março até junho, deixando parcialmente sem efeito uma anterior rebaixa de compulsórios sobre efetivo e depósitos á vista. A partir de outubro de 2008, o emissor, tinha ido liberando sua oferta monetária (o famoso M-1) até completar 100.000 milhões de reais (uns 56.000 milhões de dólares) em dezembro de 2009.

Sem carregar a tinta sobre o temido brote inflacionário, a entidade elevou no dia 26 de fevereiro de 8,75% para 9,75% anual a taxa para “call money” (Selic). Mas ainda esta longe do pico que alcançou no fim de 2008 que foi de 13,75%. Por isto, vários analistas esperam posteriores aumentos da Selic, em abril e até julho em diante.

A pesar da inquietude do FMI, Brasil teve apenas um pequeno surto inflacionário no terceiro trimestre de 2009. Naturalmente os paulistas ortodoxos, bem colados nos bancos do Norte, em particular do Morgan Stanley, vem no crescimento do Produto Bruto Interno, estimado para 5,5% para todo 2010, um perigoso sinal de inflação.

Pela sua parte o governo mantém em 4,5% anual o aumento de preços do varejo, um número talvez otimista demais.

Em quanto a Strauss-Kahn, não parece ter nas suas contas que, em outubro vai ter eleições gerais e estaduais. À margem desse detalhe, o diretor gerente do FMI reitera, talvez sem souber, as contraproducentes receitas monetaristas impostas no sudeste asiáticos em 1997/98 pela Anne Krueger, que era a virtual chefa do organismo naquele tempo.
Sem demasiada sutileza, Strauss-Kahn, augurou para o Brasil e outros emergentes, “riscos de sofrer bolhas no valor de ativos por avalanches dos investimentos externos”. A diferença de Krueger ou Anup Singh, o outrora economista sistêmico francês sugere “controles em tempo dos fluxos financeiros para evitar os danos”

E é o que o Brasil está fazendo, pena que desde o exterior ainda se continue a ver os paises de América do sul como retrasados mentais, que mal compreendem o que esta bem ou mal de se fazer em economia, e que somos incapazes de aprender alguma coisa das experiências passadas tanto com o sudeste asiático, como com o México no “efeito tequila” como tantas outras bolhas que foram explodindo pelo mercado afora.

E tempo que os “dinossauros” do mundo acordem para a realidade, que o Brasil, já faz um bom tempo que fez seu baile de debutante, e que já está dentro de faculdade prestes a obter sua formatura como país desenvolvido.

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