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Confiança dos pequenos e médios empresários brasileiros para 2011 caiu

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A confiança dos pequenos e médios empresários brasileiros em relação ao primeiro trimestre de 2011 caiu para 74,6 pontos em comparação com 75,5 pontos registrados no quarto trimestre deste ano, segundo o Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), divulgado ontem.

Lançado em novembro de 2008, o índice, desenvolvido pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) em parceria com o Banco Santander, cobre uma escala de zero a 100 pontos.

Mesmo com a pequena queda, o IC-PMN referente ao primeiro trimestre de 2011 é superior ao índice dos mesmo período de 2010. As anotações que ficam no intervalo de zero a 50 pontos revelam falta de confiança do empresariado.

A partir de 50 pontos, as anotações são interpretadas como demonstrações de confiança dos empresários em relação à economia do País e seus próprios negócios. Assim, de acordo com os responsáveis pelo IC-PMN, o resultado para o primeiro trimestre de 2011 indica que, embora dentro da pontuação de otimismo, o empresário de pequeno e médio porte diminuiu levemente sua confiança em relação ao desempenho da economia.

Contudo, mesmo com a pequena queda registrada, o IC-PMN referente aos primeiros três meses de 2011 é superior ao índice referente ao primeiro trimestre de 2010, que foi de 68,9 pontos.

Os dados sobre o IC-PMN referente ao primeiro trimestre de 2011 foram coletados entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro, com a participação de 1.200 empresários de todo o Brasil e dos setores de indústria, comércio e serviços. As respostas foram obtidas por meio de pesquisas telefônicas. As questões feitas abordaram a confiança em diversos aspectos, como o ritmo de crescimento da economia, as expectativas em relação ao desempenho do seu ramo de atividade e da própria empresa, envolvendo questões que englobam faturamento, lucro, plano de investimento e contratação.

PIB

De acordo com a pesquisa, caiu a confiança dos pequenos e médios empresários em relação ao crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre de 2011. A expectativa média, apontada pela pesquisa divulgada ontem, foi de 71,45 pontos em comparação com os 73,7 pontos registrados na pesquisa anterior, referente ao quarto trimestre. Esta redução de 2,25 pontos caminha na mesma direção da mediana das expectativas de analistas do mercado financeiro, registradas na pesquisa Focus, feita semanalmente pelo Banco Central. Para 2010, a mediana das projeções, de acordo com a última pesquisa Focus, é de uma expansão do PIB de 7,61%. Para o próximo ano, a mediana é bem menor e aponta um crescimento econômico de 4,50%.

A justificativa dos analistas é a de que o PIB em 2010 vai crescer acima do seu potencial e uma expansão de 4,5% é mais compatível com padrão da economia brasileira. Além disso, a economia deverá desacelerar em resposta às medidas macroprudenciais anunciadas no último dia 3 deste mês.

Maior otimismo é registrado nas regiões Norte e Sudeste

São Paulo (AE) – Os resultados do Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) indicam um leve aumento do otimismo nas regiões Norte e Sudeste, no primeiro trimestre de 2011 em relação à pesquisa anterior, que cobria o quarto trimestre de 2010. Na Região Norte, o otimismo subiu de 75,9 pontos para 76,7 pontos numa escala que varia de zero a 100 pontos – a partir de 50 pontos, as anotações são interpretadas como demonstrações de confiança.

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No Sudeste, o otimismo avançou de 74,9 pontos na pesquisa anterior para 75,3 pontos na pesquisa anunciada hoje. A região Centro-Oeste foi a que apresentou a maior queda de otimismo, com recuo de 75,9 pontos para 72,3 pontos. No Nordeste, o índice que mede o otimismo dos empresários caiu de 77,5 pontos para 74,1 pontos.

No Sul, a queda foi menor, com o otimismo passando de 75,3 pontos para 74,1 pontos. Por ramo de atividade, o IC-PMN registrou variação para baixo no nível de otimismo de 75,9 pontos para 74,6 pontos no setor de comércio. Na indústria, o índice ficou quase estável, passando de 74,8 pontos no quarto trimestre para 74,6 pontos, na pesquisa atual. Nos serviços, o índice caiu de 75,1 pontos para 74,4 pontos.

O IC-PMN foi desenvolvido em novembro de 2008 pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e Banco Santander, é divulgado trimestralmente e lista as expectativas de pequenos e médios empresários da indústria, comércio e serviços para os três meses subsequentes. Para o levantamento da confiança em relação ao primeiro trimestre de 2011 foram consultados 1.200 empresários entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro.

Pequenos querem aumentar investimentos

São Paulo (AE) – Mesmo tendo registrado queda de confiança em relação ao faturamento nos primeiros três meses de 2011, as pequenas e médias empresas pretendem aumentar os investimentos e a contratação de funcionários entre janeiro e março de 2011. O IC-PMN geral recuou de 75,9 pontos, no quarto trimestre de 2010, para 74,6 pontos, nos três primeiros meses de 2011. O índice em relação à expectativa para o faturamento saiu de 79,8 pontos para 78 pontos, na mesma base de comparação. Os indicadores de investimento e empregados, por sua vez, subiram no mesmo período de 72,6 pontos para 74 pontos e de 70,6 pontos para 70,7 pontos, respectivamente. Para o professor Rossi Júnior, do Insper, as questões envolvendo os resultados das empresas, como faturamento, por exemplo, são analisados com a visão de curto prazo.

Neste caso, os empresários estão considerando os efeitos das medidas macroprudenciais, anunciadas recentemente pelo Banco Central (BC), e o provável aumento da taxa básica de juros, a Selic, já em janeiro de 2011. “Mas quando se fala em investimentos, as empresas levam em conta o longo prazo. Os empresários entendem que, embora possa ocorrer uma desaceleração no curto prazo, no longo, a economia continuará crescendo de forma sustentada”, avaliou Júnior.

O professor do Insper destacou que parte dos investimentos previstos está concentrada, dentro da pesquisa, nas linhas de máquinas e equipamentos. Mas como 84% das empresas pesquisadas para o IC-PMN são dos setores de comércio e serviço, o impacto do câmbio sobre os investimentos será pequeno. “Para esta pesquisa, especificamente, não medimos o impacto do câmbio sobre a atividade das empresas”, afirmou.

Outros números

Índice para faturamento caiu 1,8 ponto

Embora ainda dentro da graduação que denota otimismo, o índice para o faturamento esperado caiu 1,8 ponto, de 79,8 pontos registrados na pesquisa anterior, referente ao quarto trimestre, para 78 pontos. O índice de confiança em relação ao ramo de atuação dos empresários também perdeu 1,8 ponto, de 78,3 pontos para 76,5 pontos no mesmo período. O lucro caiu de 77,9 pontos registrados na pesquisa anterior para 76,6 pontos na pesquisa divulgada ontem.

A confiança dos pequenos e médios empresários em relação aos investimentos subiu 1,4 ponto, de 72,6 pontos registrados na pesquisa anterior, referente ao quarto trimestre, para 74 pontos na pesquisa divulgada ontem sobre o primeiro trimestre de 2011. Os investimentos contemplam a manutenção de um número maior de empregados nas pequenas e médias empresas nos primeiros três meses do ano que vem. O índice mostra que a confiança em relação aos empregados ficou estável em 70,7 pontos ante 70,6 pontos registrados na pesquisa anterior, referente ao quarto trimestre de 2010.

Fonte: Tribuna do Norte

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