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Europa mantém seus juros

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou ontem que a recuperação econômica da zona do euro prosseguiu no primeiro semestre deste ano. juros (2)

Em comunicado, divulgado após a decisão do BCE de manter a taxa de juros básica inalterada em 1%, Trichet disse que as taxas atuais permanecem apropriadas.

O BCE espera que os preços continuem moderados durante o horizonte de médio prazo relevante para a política econômica, segundo Trichet. Pressões inflacionárias globais podem persistir, enquanto as pressões domésticas deverão continuar baixas.

Trichet afirmou esperar que a economia da zona do euro cresça a um ritmo moderado, em meio a um ambiente de tensões contínuas em alguns segmentos do mercado financeiro e de grandes incertezas.

Essa avaliação foi refletida nas projeções macroeconômicas da equipe do Eurosystem para a zona do euro, segundo as quais o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da região vai ficar entre 0,7% e 1,3% em 2010 e entre 0,2% e 2,2% no próximo ano.

Bônus. O presidente do BCE afirmou ainda que o mercado monetário não está funcionando e comentou também que o elevado uso da linha de depósitos da instituição reflete parcialmente as tensões que existem atualmente. Segundo Trichet, a decisão do BCE de começar a comprar bônus de governos da zona do euro no mês passado foi provocada pela ameaça de mercados disfuncionais, que estavam interferindo na transmissão da política monetária. Trichet disse que ainda é preciso manter as compras de bônus no momento.

A autoridade, porém, enfatizou que todas as medidas extraordinárias do BCE são temporárias e que as compras de bônus não representam uma mudança na política monetária.

Para analistas de mercado, as medidas adotadas até agora pelo BCE são insuficientes e que esperavam mais da autoridade monetária para combater a turbulência na região. Até mesmo o anúncio de nova iniciativa para manter a liquidez no sistema financeiro foi recebido com pouco entusiasmo. O BCE informou que vai oferecer operações de refinanciamento de longo prazo (LTRO) de três meses a taxas fixas durante o terceiro trimestre.

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