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Expectativas dos Bancos para 2011

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Se as instituições financeiras estão em dúvida quanto à política fiscal a ser adotada no próximo governo e aos próximos passos do Banco Central, a certeza é de que os juros subirão no próximo ano, a economia brasileira cresce menos, o crédito recua e a inadimplência não é um fator preocupante.

A conclusão é da pesquisa Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), realizada junto as 28 maiores instituições financeiras brasileiras.

“Não há consenso no mercado quanto aos próximos passos do Banco Central. Ainda é cedo para avaliar o impacto das medidas macroprudenciais anunciadas recentemente”, destacou o economista chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, durante a apresentação dos dados, nesta terça-feira.

Apesar de o consenso ser de que a taxa básica de juros (Selic) deverá subir em 2011, de acordo com os resultados do levantamento da Febraban, há uma clara divisão dos bancos quanto ao momento em que isso ocorrerá. A pesquisa mostra que o mercado está dividido entre os que apostam na manutenção dos juros em janeiro e os que prevêem um aumento de 0,50 ponto percentual.

Taxa Selic

Segundo o levantamento, 33% das instituições consultadas afirma que mesmo considerando as medidas prudenciais, fica claro que o BC deve elevar a taxa Selic já em janeiro. Outros 33% acredita que o BC deve esperar para avaliar os efeitos das medidas e vai adiar a decisão de aumento da Selic, pelo menos para março. O restante assinalou que não é possível afirmar, pois a decisão vai depender da evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião. “Não há consenso sobre o impacto das medidas e em qual momento o BC deverá elevar os juros“, disse Sardenberg.

Ele lembra que de qualquer forma, as medidas tomadas pelo BC são vistas como insuficientes, pois o consenso é de aumento da taxa de juros. As estimativas da instituição apontam que a Selic atingira 12,25% ao ano em 2011. Em novembro, a o levantamento mostrava que as projeções eram de 11,25% ao ano. Atualmente, a Selic encontra-se no patamar de 10,75% ao ano. O motivo é o incremento da pressão inflacionária. A pesquisa também mostra que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador utilizado na política de metas de inflação, deverá ficar no patamar de 5,2% em 2011. As últimas projeções apontavam para 4,9%.

De acordo com o levantamento, a maioria das instituições financeiras (62%) vislumbra que o cenário internacional deve manter as commodities pressionadas e influenciar negativamente o quadro de inflação no Brasil. Outros 15% dos entrevistados acreditam que o quadro internacional tende a contribuir para conter a inflação em 2011.

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Política fiscal

Sardenberg também identificou uma divisão entre as instituições financeiras quanto à política fiscal a ser adotada no próximo governo. Para 46% dos entrevistados, o cenário fiscal não terá influência, pois o reajuste será pequeno. Já outros 42% acreditam que será uma importante ferramenta a ser usada pelo governo na contenção das pressões inflacionárias. O restante dos entrevistados espera que a política fiscal contribua para a concretização do cenário benigno.

“O aumento da Selic depende da postura fiscal e de outras medidas que possam ser adotadas pelo governo”, ressaltou. Na avaliação do economista parece pouco provável que o governo consiga cumprir a meta do superávit fiscal prevista para este ano. No entanto, ele acredita que o mais importante é a sinalização para 2011 do que o resultado passado.

Crédito

Os bancos consultados pela pesquisa acreditam em uma moderação do ritmo de expansão de crédito para que se concretize um cenário benigno de inflação. Em novembro, a expectativa era de uma expansão de 18,5% da carteira total, que inclui todas as modalidades. Em dezembro, o índice recuou para 17,8%.”Houve uma redução moderada nas expectativas de crescimento do crédito por causa das medidas do Banco Central, mas ainda é cedo para avaliar a extensão disso”, explicou Sardenberg.

O levantamento da Febraban destaca que a freada ocorrerá principalmente no comportamento das pessoas físicas. A perspectiva de crescimento ao longo de 2011 recuou de 17,6% para 16,7%. Mesmo com a redução, o economista da Febraban vê a projeção de incremento de 20% para o crédito pessoal como otimista, assim como a perspectiva de crescimento de 17% para o crédito voltado para o financiamento de veículos. “As próximas pesquisas devem mostrar uma revisão das projeções para baixo”, pondera.

No caso das pessoas jurídicas, a queda foi mais reduzida, de 18,8% para 17,6%. “O desempenho será melhor para a pessoa jurídica, em especial para as pequenas e médias empresas que deve registrar um crescimento mais expressivo. Para as grandes empresas, há a recuperação do mercado de capitais”, disse Sardenberg.

Quanto à inadimplência, os bancos acreditam que estará controlada ao longo do próximo ano, diante das medidas restritivas do BC. “A inadimplência não é vista como um problema econômico importante”, observou o economista. A previsão da taxa de pagamentos em atraso acima de 90 dias manteve-se em 4,6%. Dentre os entrevistados, 71% dos bancos afirmam que a inadimplência não deve ser um problema econômico relevante em 2011.

Fonte: Monitor Mercantil

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