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Incremento em taxas poderia ser antes do esperado

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A recessão econômica mundial, que seguiu a crise hipotecaria nos Estados Unidos ocasionou que se romperam vários paradigmas da teoria econômica, um deles e o que a economia de um país pudesse viver um período prolongado de tempo com taxas de juros iguais a zero por cento.

Mas esta situação se apresentou praticamente no mundo todo, principalmente nos paises desenvolvidos, com o propósito de injetar um maior dinamismo para a atividade econômica, deprimida e assustada por causa de tanta empresa grande falindo no seu redor.

Manter as taxas de juros baixas, em níveis perto de zero, e algo que não tem sentido, nem econômico, nem financeiro.

Numa conjuntura tão complicada, como a vivida em 2008 e 2009, se justifica perante a necessidade que enfrentou o mundo, de evitar uma segunda grande recessão.

No entanto, falando no longo prazo, resultará prejudicial manter esta estratégia porque gera um circulo viciado, caracterizado por um crescimento enorme da demanda agregada, o que por sua vez, gera pressão inflacionaria e a necessidade de aplicar uma política muito mais restritiva com um efeito pendular, quero dizer, inibindo a atividade produtiva.

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O efeito financeiro está associado com a incapacidade das instituições bancarias para aumentar a poupança frente ao escasso atrativo das taxas de juros, o que limita sua capacidade para outorgar empréstimos e financiar desta forma um maior crescimento econômico no longo prazo.

A final de 2009 e princípios deste ano, pode se ver um grupo de países que empreenderam um processo gradual de retirada dos estímulos monetários, alguns deles a traves do incremento das taxas de interes de referencia e outros mediante medidas que tendem a restringir a liquidez de seus mercados como passo que antecede o estabelecimento de maiores taxas de juros.

Recentemente, Brasil tomou a decisão de incrementar os requerimentos de reservas que devem colocar os bancos comerciais no instituto central de 13,5% para 15%, do mesmo jeito que os requerimentos adicionais para depósitos a vista e a prazo de 8%, desde 5% e 4% respectivamente.

Esta medida deve ser olhada como o regresso para a normalidade, e antecede claramente o aumento da taxa de juros de referencia, a taxa Selic, que atualmente se encontra em 8,75%, de fato, para alguns analistas, o anuncio d banco central sugere uma ampla preocupação pelo desempenho da inflação e que o ciclo de maior aperto monetário, poderia começar incluso logo após a próxima reunião de política monetária do Copom, a ser realizada dia 17 de Março.

E verdade que o principal instrumento de política monetária e a taxa de juros, mas existem outros mecanismos que permitem restringir a liquidez da economia, como o utilizado pelo Banco Central do Brasil, que procura reduzir o efetivo disponível por parte dos bancos. Com esta medida se limita a expansão do crédito e se promove uma maior taxa de juros para quem os solicita.

As medidas tomadas pelo Brasil, e antes por outro grupo de países, são indicativas de uma política monetária encaminhada a retirar os estímulos outorgados para enfrentar a crise de 2008-2009, mas claramente se vê um giro na política monetária mundial na medida em que se consolida a recuperação econômica, que certamente, parece ser mais forte do previsto.

Assim como estão as coisas, e um fato que as taxas de juros teriam que aumentar mais cedo que tarde, ao contrario, se corre o risco que a economia do país e do mundo se sobre aqueça.

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