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PIB animado puxa para cima os juros

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A alta de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, na comparação do 1º trimestre de 2010 com o 4º trimestre de 2009, e que surpreendeu os analistas de mercado quando foi divulgada nesta terça-feira (8) – os três primeiros meses do ano tendem a ser mais fracos -, deverá reforçar os argumentos do Comitê de Política Monetária (Copom) em favor de uma alta da taxa básica de juros (Selic) na reunião que termina nesta quarta. juros (2)

Com a medida, o crédito encarecerá, reduzindo o consumo e impactando na trajetória da inflação, que atualmente tende a superar o centro da meta de 4,5% estabelecida pelo Governo.

Os números do PIB divulgados nesta terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o aquecimento da economia se fez sentir em todos os setores. No confronto do 1º trimestre deste ano com o 4º trimestre de 2009, a indústria cresceu 4,2%, acompanhada da agropecuária (2,7% ) e serviços (1,9%).

O consumo das famílias também se manteve em alta, apesar de perder força, e apresentou incremento de 1,5%. A formação bruta de capital fixo (FBCF), que dá a medida dos investimentos para incremento da produção, teve alta de 7,4%. Mas nem mesmo este indicador, que sinaliza para a capacidade de a indústria atender ao aumento do consumo, reduzindo o risco de inflação de demanda, animou os analistas a apostarem em uma freada na escalada dos juros.

Um dos ministros da Fazenda e do Planejamento (Governo Itamar Franco) do início do Plano Real, em 1994, o economista Paulo Haddad, defende a tese de que o crescimento de 2,7% do PIB, no primeiro trimestre, não sinaliza uma tendência sustentável. Atualmente professor no Ibmec-MG e consultor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Haddad não acredita em expansão do PIB acima de 4,5% a 5% neste ano .

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“Com a retirada dos incentivos fiscais (IPI, principalmente), com a capacidade de gastos do Governo no limite e os bancos oficiais (comerciais – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) em níveis referenciais de cautela, não tem como pensar em crescimento sólido e sustentável no momento. O PIB não deve crescer o imaginado, e medidas de freio na economia (alta de juros) serão inevitáveis”, assinala.

Para o doutor em Economia Cláudio Shikida, coordenador do Núcleo de Estudos de Política Monetária (Nepom) do Ibmec Minas, as perspectivas são de aumento da taxa de juros em 0,50 ou 0,75 ponto percentual. Ele observa ainda que a preocupação do Governo, hoje, é com a pressão da demanda sobre a inflação.

“O crescimento do PIB é uma boa notícia. Mas a produção não crescerá na mesma proporção para atender a demanda, porque há o gargalo da infraestrutura. E não temos capacidade instalada para atender ao crescimento do consumo, já que as pessoas estão com mais dinheiro”, completa Shikida.

A expansão da FBCF não chegaria a tempo de conter a inflação, analisa Paulo Ângelo Carvalho de Souza, presidente do Fundo de pensão Magnus – dos empregados da Magnesita. Para ele, a tendência é de que os juros subam 0,75 ponto percentual.

O analista de investimentos Eduardo Collor reforça que a leitura do mercado é de que a economia está aquecida a ponto de justificar a alta dos juros em 0,50 ou 0,75 ponto. Ele lembra que, se o 1º trimestre tem forte atividade, a tendência é de este movimento continuar ao longo do ano.

Fonte: BM&F

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