Queda nos juros ao consumidor não acompanha redução da Selic
Postado por MGonzalez no 10 de outubro de 2011Mesmo com o corte da taxa Selic, ainda assim os tomadores de crédito não estão experimentando redução na mesma proporção nos juros.
O Banco Central informa que o spread bancário está no nível mais alto em dois anos.spread é a diferença entre a taxa de juros cobrada a quem toma um empréstimo e a taxa de juros que remunera o investidor e que é destinada ao intermediário financeiro. (ou seja, é a diferença entre o que o banco paga ao investidor e o quanto o banco cobra do tomador).
Em agosto, segundo os dados mais atuais liberados pelo Banco Central, o spread atingiu 27,8% ao ano, percentual mais alto desde 2009.
|
Spread, ao ano |
27,8% |
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Em financiamentos pessoa física |
34,4% |
|
Em financiamentos pessoa jurídica |
19,0% |
Em financiamentos pessoa jurídica 19,0% A Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) registrou uma mínima queda nas taxas de juros para pessoas físicas. Entenda, na planilha a seguir, como a redução na Taxa Selic não é acompanhada na mesma proporção em relação à taxa cobrada das pessoas físicas:
|
quanto era |
quanto ficou |
redução |
|
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Taxa Selic |
12,5% |
12,0% |
4,0% |
|
Taxa mercado para pessoas físicas |
6,75% |
6,69% |
0,9% |
Taxa mercado para pessoas físicas 6,75% 6,69% 0,9% O professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas Fabio Gallo esclarece que a alta do spread bancário é explicada pelo aumento da inadimplência. Na sua avaliação, o aumento da inadimplência é conseqüência da expansão do crédito experimentada nos últimos anos, acompanhada da falta de planejamento financeiro dos tomadores: “os brasileiros, principalmente a “nova classe C”, se endividaram demais para consumir e não conseguem arcar com os financiamentos”, afirma ele.Eu lembro o leitor que a situação exposta na planilha acima é um dos fatores que ajuda os bancos a produzirem balanços cada vez mais ‘robustos’, com lucros astronômicos.
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