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Segundo executivo do Itaú, Banco Central cortará Selic

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O Banco Central (BC) deve fazer cinco cortes de 0,5 ponto porcentual e baixar a taxa básica de juros, a Selic, para 9,5%”, projetou o vice-presidente de Controle de Riscos e Financeiro do Itaú Unibanco Holdings, Sérgio Werlang, que foi responsável pela implantação do regime de metas de inflação quando diretor do BC na gestão de Armínio Fraga.

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Werlang lembrou que o BC, comandado por Alexandre Tombini, têm citado a perspectiva de baixo crescimento mundial como fator para contenção da inflação.

“Acho que o cenário do BC é bastante realista”, disse Werlang. “Mesmo se a Europa resolver logo sua situação terá crescimento lento por dois ou três anos. E se não houver uma solução rápida, o cenário pode piorar bastante”.

Werlang disse que a desaceleração mundial significa que haverá menor demanda externa por produtos, gerando menos pressão inflacionária. O executivo também revelou acreditar que o governo vai cumprir a política fiscal mais apertada, também atuando assim sobre a demanda e ajudando a conter a inflação.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) baixou a Selic de 12,5% para 12% em 31 de agosto, surpreendendo os analistas e operadores de mercado de juros. Nas cinco reuniões anteriores, o Copom tinha elevado a taxa.

Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na BM&FBovespa projetam dois cortes de 0,5 ponto na taxa Selic nas duas próximas reuniões do Copom, segundo dados da Bloomberg. A partir de janeiro, as apostas são em reduções menores.

Para o câmbio, Werlang disse esperar uma cotação de R$ 1,75 no fim do ano e uma média entre R$ 1,70 e R$ 1,75 ano que vem.

“O balanço de pagamentos cialis online pharmacy ficará em equilíbrio, com déficit em conta-corrente, mas totalmente financiado, com o dólar na faixa de R$ 1,70 a R$ 1,75”, avaliou. “Esse é o cenário que estamos esperando. Se as commodities caírem muito, muda, mas não estamos esperando uma queda grande de commodities. Elas devem cair um pouco”.

O executivo disse que as medidas tomadas pelo governo com o objetivo de conter a alta do real anteriormente funcionaram ampliando a desvalorização quando o dólar passou a subir, o que tornou necessária a intervenção do BC. “Quando o BC age, o câmbio volta ao nível de equilíbrio com alguma rapidez”. Werlang disse não saber se é o momento de retirar ou não o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre entrada de capitais colocado para evitar uma alta da moeda brasileira.

Desde 31 de agosto, dia da última reunião do Copom, o real se desvalorizou em 9,1% em relação ao dólar, a terceira maior queda entre 25 moedas de mercados emergentes acompanhadas pela Bloomberg.

“O real exibe uma força extra pelo juro no Brasil ser mais alto que lá fora”, disse ele. “Ter medidas que compensem isso, ainda mais sobre entrada em renda fixa, eu acho razoável”.

Werlang estima expansão do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) de 3,5% neste ano e no próximo. Para a Europa, projeta entre zero e 1% este ano e de -0,5% a 0% em 2012. O crescimento mundial, prevê, será de cerca de 3,7% este ano e de 3% no ano que vem. Todas as projeções são para o cenário-base.

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